domingo, 7 de junho de 2009

A VOLTA DE JESUS E A URGÊNCIA MISSIONÁRIA

A volta de Jesus e a urgência missionária

O destino da igreja rapidamente aproxima-se do seu glorioso desfecho, como também o destino do mundo de modo geral, neste “Século Presente”. O plano divino da redenção chegará à sua conclusão exatamente como Deus o havia planejado e do modo como está revelado nas Escrituras. (I Tessalonicenses 1. 1-10; 4.13-18).
A “esperança” que temos em Cristo é a confiante expectativa de que Cristo voltará por todos os crentes e os levará à casa de Seu Pai (Jo 14.1-3). Esta “esperança” era a força propulsora e motivadora da Igreja primitiva. Estamos vivendo em tamanha expectativa pelo iminente retorno do Salvador que todas as nossas decisões e serviços diários ao nosso Senhor nos permitam estar “não envergonhados” quando Ele vier.
Em todas as passagens a respeito do Arrebatamento, um evento anterior nunca é mencionado. Na verdade, a única referência ao termo do Arrebatamento é que ele deve ocorrer antes da tribulação (a “ira” de Deus. I Ts 1.10; 5.9). “E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura”; “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo”. Contudo, as passagens que descrevem o retorno de Cristo assinalam muitos eventos que precisam ocorrer antes da segunda Vinda. A descrição que Cristo faz de sua Segunda Vinda é relatada em Mateus 24, e Apocalipse 6-18 fornece muitos detalhes sobre eventos da Tribulação que a antecedem. As Escrituras uniformemente apresentam o Arrebatamento como um evento iminente, algo que pode ocorrer a qualquer tempo, mesmo que esse tempo não seja conhecido. Está registrado no evangelho de Mateus cap. 24.14 “Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo...”, O “evangelho do reino” se refere à expansão evangelística “em todo mundo”. O evangelho será pregado a todas as gentes (gr. Ethnos), isto é, todos os povos e nações. Esta profecia, portanto, fala de um alcance maior do evangelho do que o autor deste evangelho de Mateus poderia ter imaginado, porquanto os tempos mais modernos têm visto o cumprimento dessa profecia em proporções que ninguém dos tempos primitivos poderia ter imaginado. É preciso que se note que esta profecia não proclama a aceitação universal da mensagem de Cristo, mas tão-somente que a mensagem será largamente divulgada.
“Então virá o fim”, esse fim se refere à era atual, a era que haverá de proceder imediatamente o estabelecimento do reino, e que completa aquele “tempo” que Deus tem em suas mãos. (Atos 1:7) – “E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder”. O fim virá por ocasião da “parousia” ou segundo advento de Cristo. A apostasia dos últimos dias e a dispersão universal das missões são os dois grandes sinais de que o fim se avizinha. No entanto, ainda existe mais de 2,52 bilhões de povos não alcançados, isso nos mostra que devemos tomar urgentemente uma atitude evangelizadora. Qual seria a atitude da igreja diante desse grande número de nações, que ainda não conhece o evangelho de Cristo?
Eu sei que não é fácil responder esta pergunta, depende de muitos projetos, idéias, envolvimentos, parceiros, porém, a nossa responsabilidade é muito grande diante dessa realidade, o nosso dever é propagar o Reino de Deus as nações e povos. Os sinais indicam apenas o tempo aproximando. É justamente esse tempo que a igreja precisa aproveitar o “Tempo de Deus” para criar projetos evangelístico, que tenha como objetivo implantação de novas igrejas saudáveis em lugares que não existem cristãos.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

FILADÉLFIA: UMA IGREJA COM PROPÓSITO DE SER FIEL A PALAVRA E AO NOME DE JESUS.


UMA IGREJA COM PROPÓSITO DE SER FIEL A PALAVRA E AO NOME DE JESUS. AP. 3.7-13.
A história da Igreja tem sido sempre, desde o seu nascimento até o presente, a história da graça de Deus para com o homem.
A Igreja nasce, não quando o Senhor simplesmente chama os pecadores, mas quando os chama para torná-los pescadores de homens.
A história de uma igreja sofrida, humilhada, violentada, manipulada, monopolizada por homens maus, lobos vorazes que por longos séculos exerceram domínio arbitrário sobre ela.
É ao mesmo tempo é a Igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade e vitoriosa, levantada do monturo e vestida de GLÓRIA! Levantada das cinzas da destruição e constituída um monumento imortal! Levantada da lama à qual foi levada pelos líderes cegos, fez – se coluna e baluarte da verdade.
O fundamento da Igreja está registrado em Mt.16.18.
Filadélfia – significa “aquele que ama a seu irmão”.
Uma Igreja que tem esse propósito terá as portas sempre abertas.
Aberta para a pregação do evangelho – Mt 9.35.
Aberta para exercer um ministério abençoador e frutífero.
Aberta para amar ao próximo
Aberta para incluir os excluídos.
Valoriza mais a pessoa do que suas leis internas, que constrói pontes com a sociedade.
Pouca Força – Filadélfia não era forte nem grande numericamente. Uma Igreja “pequena, fraca e sem influência, mas com certeza fiel em sua pouca força”. (Ap 3.8).
Não é o tamanho nem a força da Igreja que determina seu ministério, mas sua fé e obediência aos mandamentos do Senhor.
Temos a tendência de lembrar e de valorizar os grandes grupos, mas não podemos nos esquecer de que são as Igrejas menores que estão desenvolvendo a maioria dos ministérios.
De que adianta ter muita força e influência e não guardar a palavra e negar o nome do Senhor?
O poder de uma Igreja não está no seu tamanho e sim no poder que emana da autoridade da Palavra e do poder que emana da própria pessoa de Jesus.
(MT 9:6) - Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa.

Ev. Alexandre Moreira


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Hoje é sábado, vamos para Betesda!

João 5.1-15
Introdução: Ao lermos esta passagem, qual seria a primeira coisa que Deus estaria dizendo a mim e a você hoje? A resposta que ouço é muito simples - "Hoje é sábado". Para a cultura Judaica o "sábado" é sagrado, tem como objetivo cessação de atividade. Os judeus acharam que Deus queria que desistisse de todo trabalho, não sabendo que o sábado foi feito para o homem.
Só Marcos (2.27) tem esta frase; informando-nos que o sábado foi consagrado para o homem, portanto, este versículo relata que o senhorio de Cristo sobre o sábado abriu o caminho à igreja primitiva a abandonar a obrigação de guardar o sétimo dia (Rm 14.5, Gl 4.10).
Muitas vezes nós estamos vivendo a realidade do sábado Judaico (cessação de atividade) em todos os dias, com relação à obra missionária, ou seja, desistindo do convite de Jesus, vamos à Betesda!
1º Convite: É sábado, Jesus diz aos discípulos - vamos à Betesda.É hora de definir a agenda, de estabelecer prioridades. É hora de definir o que vamos fazer hoje.
Imagino a reação deles. Ah, não! Betesda é um lugar muito ruim, complicado, lugar de miséria e pobreza.
Qual é a prioridade da sua vida e da minha vida?
Qual é a prioridade da vida da Igreja?
Por onde nos andamos?
Qual é a nossa geografia?
Com que sonhamos?
O que buscamos?
Na verdade nós estamos indo longe de Betesda. Vivo fugindo de ir a Betesda. Queremos algo novo, quero um carro novo, uma bela casa, gabinete pastoral etc. Essa é a minha tentação e a minha tendência, porém, Jesus insiste em dizer a Igreja brasileira "Não se esqueça de Betesda! Vamos comigo à Betesda?"
Betesda é o lugar aonde a gente não quer ir. Sabe por quê?
Porque lá é o lugar do pequeno, do fraco, do abandonado, do solitário, do enfermo, do cansado e do paralítico abandonado por 38 anos. Não é o lugar onde nós queremos estar, mas é ali que precisamos estar.
A Igreja precisa sempre rever as suas prioridades com relação à Betesda! Proclamar o reino de Deus, vivendo o evangelho de Cristo.
2º Convite de Jesus para nós. “Abra os olhos”! Dê uma Olhadinha.
Jesus corre os olhos... Então ele enxerga aquela pessoa ali e começa a andar em sua direção. O paralítico não estava acostumado a erguer os olhos, só a estender a mão – era um paralítico, humilhado, abandonado, esquecido e cabisbaixo.
Mas quando os olhos dele encontram os olhos de Jesus, alguma coisa muito forte acontece. Da mesma forma, precisamos que as pessoas ao olhar para nós, tenham esta percepção. Gente, que coisa fantástica? Não é por causa de mim, não é por causa de você, é por causa da viúva pobre, da criança abandonada, e das nações e países sem o evangelho.
É por causa de Betesda! E ali que nasce esse encontro de esperança.
Jesus pergunta “Você quer ser curado?” Lógico que sim! Mas eu nunca chego lá. Mas Jesus chega lá: “Levante-te, toma o teu leito e anda”. Que coisa boa! E a igreja seguindo o exemplo de Jesus, também precisa chegar lá.
A igreja é mensageira desta palavra: “Toma o leito e anda”. Porque se a Igreja não for o paralítico continuará lá.
Depois de dois convites maravilhosos do nosso Mestre, eu vejo duas tentações;
1º Tentação: Perca do foco.
Quais são as nossas grandes tentações?
Ali, o templo estava organizado, tudo em seu lugar, tudo bonitinho. Porém, havia um problema central, o templo de Jerusalém perdera o foco. E quando o paralítico foi curado, o templo olhou e viu que ele carregava uma maca e disse: “Não pode, hoje é sábado!” O interessante é que durante 38 anos em que o paralítico ficou jogado sobre a maca o templo não o enxergou.
Essa é a nossa grande tentação; de preocuparmos com nós mesmos. É a tentação de perder o foco.
E quando a igreja não caminha mais com Jesus para Betesda e só circula no templo, ela perde o foco. Igreja quais são as nossas prioridades?
2º Tentação: Esquecer-se de encontrar o paralítico novamente.
A gente fica andando de um paralítico para outro e dizendo: “Levante-te e anda, levanta-te e anda, levanta-te e anda”. Essas palavras começam a se tornarem comuns.
Jesus volta a encontrar o paralítico naquele mesmo dia: “Olá, tudo bem? Por onde você andou hoje? E Jesus diz: agora, que você anda, agora que está curado, vá e não peques mais”.
Deus tem interesse na totalidade da sua vida. A missão de Deus é a recuperação total da vida humana, segundo o sonho de Deus na criação e se segundo o modelo previsto pela redenção.
A igreja precisa também ir com Jesus até Betesda, mas precisa também acompanhá-lo no segundo encontro, para que o paralítico entre no discipulado.

Amém.
Ev. Alexandre Moreira.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A responsabilidade da Igreja

A Equipe Ceifeiros de Cristo em uma Cruzada Evangelística em Piquete - SP, a mensagem foi ministrada pelo Ev Alexandre Moreira.

Neste artigo eu escrevo sobre a Responsabidade da Igreja.

Do gr. Evangelion + ismo – Exposição sistemática da doutrina e dos métodos da proclamação do Evangelho de Cristo, de conformidade com o espírito e a urgência da Grande Comissão (Mc 16.14-18).
Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmo, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.
A responsabilidade da Igreja – Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho.
Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.

domingo, 14 de dezembro de 2008

UMA PAIXÃO PELAS PESSOAS

"Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor". Mt 9.36.
Mark Twain disse: “Daqui a 20 anos você estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Solte as amarras! Afaste-se do porto seguro! Agarre o vento em suas velas! Explore! Sonhe! Descubra!”.
Essa citação aparece num site da internet, com a intenção de ajudar as pessoas a descobrir qual é a sua paixão na vida a fim de viver com maior significado.
A paixão do apóstolo Paulo era amplamente impulsionada pela preocupação quanto ao destino eterno das pessoas. Em 2 Coríntios 5, ele enumera três coisas que estimulavam sua paixão. Primeiro, ele reconheceu que tinha de prestar contas a Cristo pelo seu serviço e queria dar uma boa prestação de contas perante o tribunal de Cristo (v.9-10). Segundo, Paulo era compelido pelo amor de Cristo e por um desejo que outros chegassem a conhecer o amor que ele mesmo experimentou. No versículo 14, escreveu: “Pois o amor de Cristo nos constrange”. Finalmente, Paulo compreendeu que um mundo perdido e moribundo precisa do Salvador (v.20).
Qual é sua paixão? A paixão de Paulo pelas pessoas era alimentada pelo amor a Cristo – e conosco também deveria ser assim. Vamos aplicar as palavras de desafio de Mark nos nossos esforços ao alcançar os outros: “Afaste-se do porto seguro”. Compartilhe o amor de Cristo com alguém hoje.
“E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”. 2 Cor 5.15.
FALAR COM CRISTO A RESPEITO DE OUTROS NOS AJUDA A FALAR AOS OUTROS DE CRISTO.
Ev Alexandre Moreira.


sábado, 1 de novembro de 2008

MISSÕES - VISÃO DO REINO DE DEUS






"Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos". Mateus 13. 31,32.

Assim é a igreja. O grão de mostarda não se transforma em árvore até que seja plantado. Não importa o que ela é agora, e sim o que ela virá a ser!
A grande dificuldade que a igreja contemporânea enfrenta é uma crise de visão e isso se deve ao fato de não conseguir compreender sua natureza e finalidade como Corpo de Cristo na transformação da sociedade.
O primeiro passo para uma Igreja ter uma Visão Missionária: é procurar entender a Grande Comissão, que é muito mais abrangente do que muitos possam imaginar. Por exemplo; A Comissão de Marcos 16, fala sobre o Evangelismo, de Mateus 28: Implantação de Igrejas, de Lucas 24: a importancia do Ensino, de João 20: o Envio Missionário, e a Comissão Global de Atos 1, que Jesus revelou no Monte das Oliveiras.
Quando a igreja compreende estes versículos, ela passa a ter a visão do Reino, ou seja, ser uma igreja voltada para o mundo.
A ler cuidadosamente o Evang. de Marcos (1.14,15), percebemos que Jesus começa o seu ministério com as seguintes palavras: “Jesus foi para a Galiléia, pregando o evangelho do Reino de Deus”.
O segundo passo para uma Igreja ter uma Visão Missionária: é entender a relação à visão e missão.
Visão é o lugar aonde se quer chegar.
Missão é o mapa que oferecerá a direção para o alcance do alvo Proposto – Missão é aquilo que você irá fazer.
Por exemplo, a missão de Moisés era tirar o povo de Deus, Israel, da escravidão no Egito (Ex 3.10). A missão de Davi era pastorear Israel (2 Sm 5.2), A missão de Neemias era reconstruir os muros de Jerusalém.
Qual é a Visão da igreja? Qual é a Missão da igreja?
É levar a mensagem do Reino as nações e Povos, ou seja, se tornar um povo missionário, uma comunidade missionária. Proclamar (Kerygma) Rm 10.9. Jesus é Senhor – é a marca da igreja missionária.
Jesus é o Senhor de todas as pessoas, de toda a criação e da Igreja. Ele envia seu povo para um encontro radical com o mundo.
Com a ajuda do Espírito Santo, e como Corpo de Cristo iremos transformar um mundo decadente em uma nova sociedade.

Amém, Ev. Alexandre Moreira.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Evangelismo Mundial


Em uma conferência missionária alguém fez a seguinte pergunta: “Porque enviar missionários para fora do Brasil se aqui existe tanto serviço para se fazer?” A resposta foi: “porque é Bíblico.” Quero te convidar a olhar um pouco o que a Bíblia diz sobre isto. O contexto de Atos 1.8 é a ascensão de Jesus. As pessoas que estavam reunidas no Monte das Oliveiras perguntaram ao Mestre quando seria o tempo da restauração do reino de Israel. Em sua resposta Jesus diz aos discípulos que tem coisas que o Pai reservou para Ele. Ele também faz uma promessa: os discípulos receberiam poder, mas poder para ser testemunha d'Ele no mundo todo. A missão da igreja consiste em percorrer o mundo todo para pregar o evangelho a toda à criatura Mc 16.15.
Neste texto Jesus especifica a missão global da igreja dizendo que ela deveria testemunhar “tanto em Jerusalém com em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra”. Esta expressão “tanto como”, que não aparece na tradução de algumas versões (Gr. te kai), sugere simultaneidade de atividade; isto é; Jesus não estava criando uma opção para a sua igreja, onde ela escolheria uma área geográfica para trabalhar. Ele também não estava dizendo que ela deveria começar por uma de cada vez. Ao contrário a idéia expressada aqui por Jesus é a seguinte: os seus discípulos devem atuar ao mesmo tempo em todos os lugares da terra.
Encontramos muitas pessoas que não estão nem preocupados com a tarefa missionária nem mesmo em seu próprio país. Jesus ordena que temos que evangelizar perto e longe, ao mesmo tempo, sem enfatizar um e esquecer do outro. Jerusalém foi o berço dos primeiros acontecimentos do cristianismo. Boa parte do ministério de Jesus ocorreu em Jerusalém. Em Jerusalém Ele morreu, ressuscitou e ordenou a evangelização do mundo. Também em Jerusalém Jesus prometeu o Espírito Santo e nela, no dia de Pentecostes, a igreja neotestamentária foi inaugurada e habilitada para cumprir a grande comissão.
Como transposição da idéia acima pode identificar Jerusalém como a cidade em que moramos. A Judéia era a província que tinha Jerusalém como capital. Supomos que a nossa Judéia seja o estado onde estamos vivendo. Samaria era uma região mais afastada situada ao norte da Judéia. Poderíamos comparar Samaria ao nosso país? Os confins da terra significam naturalmente, que devemos ser testemunhas de Jesus para todos os povos. Atos 1.8 é mais que universalidade concebida de forma geográfica. É geografia sim, mas também é etnia, povos e culturas. O texto nos faz lembrar as palavras de Deus a Abrão, onde Ele abençoaria todas as famílias da terra (Gn 12,3). Este versículo de Atos é uma espécie de indicie do livro. Os capítulos 1-7 descrevem os acontecimentos em Jerusalém, o capitulo 8 menciona como os discípulos se espalham pela Judéia e Samaria (8.1) e relata a evangelização de uma cidade samaritana por meio de Felipe (8.5—24) e de muitas aldeias dos samaritanos por meio dos apóstolos Pedro e João (8.25); enquanto que a conversão de Saulo, capitulo 9, conduz a uma série de expedições missionárias e finalmente sua viagem para Roma relatadas no restante do livro. O evangelho estava alcançando os confins da terra. Parece uma tarefa enorme, e é, por isto precisamos aprender a trabalhar com parcerias, olhando o todo, percebendo onde encontramos lugares onde o evangelho não está sendo pregado e ir até lá, mesmo que através de parceiros